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Novo ciclo


Ontem foi meu aniversário e esse ano ele teve um significado todo especial. Eu gosto muito dos pequenos rituais do cotidiano, e esse aniversário foi como um marco: um fechamento de um ciclo, e o início de outro. Os últimos anos foram muito intensos pra mim. Todo aquele processo de transformar minha relação com a comida e entender e tratar o transtorno alimentar, que ocorreu anos atrás, abriu espaço para um processo de auto conhecimento que era inimaginável. Digo, se durante minha recuperação aprendi a mudar o discurso de "o que posso/o que devo comer” para o "o que eu, afinal de contas, quero comer? o que eu gosto?", passei nos últimos anos a fazer isso comigo mesma migrando do “o que eu devo fazer? qual o caminho certo? quem devo ser?” para o “o que eu quero fazer? quais meus sonhos? quem eu sou?”. E digo para você, isso abre portas para respostas incríveis. É tudo intenso, e tão transformador. E este ano que se encerra, especialmente, foi repleto de auto conhecimento, de reavaliação, de perguntas sem respostas, de respostas sem perguntas. Foi dificilmente bonito. Assim, conforme foi chegando meu aniversário, fui sentindo essa vontade de externalizar, de simbolizar um rito de passagem. Como contei pra vocês, foram roupas doadas, armários organizados, móveis mudados de lugar e, pra fechar, um corte de cabelo. Não sei explicar o porquê disso, mas veio de dentro. Sem ser pra ninguém, nem por ninguém. Só por mim. Sem ter a ver necessariamente com beleza, mas com verdade. Queria me sentir mais meu eu. E é como se, com o passar da tesoura, eu simbolizasse o deixar para trás aquilo que descobri que não era meu e que não precisava carregar, e ficasse mais leve, literalmente. E para o novo ciclo que se inicia, continuo com a mesma meta: ser cada vez mais fiel a mim, àquilo que acredito, àquilo que eu amo. Simples assim

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